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A Batalha entre a Carne e o Espírito: A Preparação Final da Igreja para o Arrebatamento
Introdução:
A caminhada cristã rumo à eternidade não é um caminho passivo, mas um processo contínuo moldado por Deus. O apóstolo Paulo, em Romanos, revela que Deus montou um projeto para o homem: aos que Ele dantes conheceu, predestinou; aos que predestinou, chamou; aos que chamou, justificou; e aos que justificou, glorificará no dia do arrebatamento da igreja. No entanto, para alcançar essa glorificação e não perder a salvação ao longo do trajeto, a igreja enfrenta uma guerra diária e intensa: a batalha entre a carne e o espírito.
Hoje quero trazer uma reflexão rápida a cerca da sua vida cristã. Como você tem vivido a sua fé em Cristo Jesus. Por ventura suas tendências carnais estão vencendo o espírito? O que tem acontecido em muitas igrejas hoje é um sintoma muito forte do quão perto nós estamos do arrebatamento e do quão longe estamos preparado para isso. O que precisamos entender é que se somos crentes carnais e vivemos um falso evangelho perderemos o arrebatamento que é eminente e pode acontecer a qualquer momento. Para entendermos com mais profundidade essa questão da luta da carne contra o espírito é necessário sabermos que:
1 – A Natureza do Conflito: O Adultério Espiritual
Para compreender essa guerra, é preciso entender a composição do ser humano: corpo, alma e espírito.
O espírito é a partícula humana onde o Espírito Santo vem habitar para testificar que somos filhos de Deus. A carne, por sua vez, é a junção do corpo com a alma (a fonte dos desejos) e carrega a “lei do pecado”, que atua através dos nossos instintos desequilibrados.
Quando aceitamos a Cristo, somos unidos a Ele pela Sua lei, a Palavra, tornando-nos Sua noiva. Porém, quando um cristão decide ceder aos instintos e praticar as obras da carne, ele comete um “adultério espiritual”, traindo o Espírito Santo que habita em seu interior. Diferente de uma traição terrena que pode ficar oculta, o Espírito Santo sabe no mesmo instante, pois Ele habita no crente, e quem se sujeita à carne demonstra que ainda age como escravo e não como filho. Se estamos vivendo nessas condições o que se faz necessário que aconteça para que possamos viver uma vida de santificação?
2 – Deixando a Escravidão: A Necessidade de Amadurecimento
O apóstolo Paulo em Gálatas 4 adverte que, enquanto o herdeiro for “menino” (imaturo espiritualmente), em nada difere de um escravo. O crente imaturo age de forma irracional no mundo espiritual, sendo facilmente seduzido por coisas ilusórias do mundo, assim como o filho pródigo que desejou comer as bolotas dos porcos. Para estar preparada para a volta de Jesus, a igreja precisa deixar as coisas de menino, crescer e amadurecer.
Não existe um ser humano que não tenha um ponto fraco, e o diabo usará exatamente aquilo que a carne almeja para tentar derrubar o cristão. Contudo, quanto mais experiência com Deus o crente constrói, mais difícil fica para a lei do pecado alcançá-lo, pois o espírito vivificado mortifica a carne e regenera a alma.
3 – Os Dois Filhos: Quem Vence a Batalha?
A Bíblia ilustra a batalha entre a carne e o espírito por meio da alegoria dos filhos de Abraão: Ismael e Isaque. Ismael, o filho da escrava Agar, nasceu segundo a carne; Isaque, filho da mulher livre, nasceu segundo o espírito, por meio da promessa de Deus. O texto bíblico declara que o filho gerado segundo a carne perseguia o gerado segundo o espírito, tipificando perfeitamente a guerra interior de cada cristão.
Nesta luta de instintos pecaminosos contra o fruto do Espírito, quem sairá vitorioso? A resposta é simples: ganha aquele que você mais alimentar. Se um cristão frequenta os cultos, mas não ora, não medita na Bíblia e não busca a Deus genuinamente em sua intimidade cristã, sua carne estará forte e seu espírito estará fraco e adoecido. A ordem de Deus para garantir que sejamos herdeiros é radical: “Lança fora a escrava e seu filho”. Em outras palavras, devemos expulsar definitivamente as obras da carne de nossa vida.
4 – Maranata: O Foco Correto para o Arrebatamento
O destino final daquele que vence a carne é a Nova Jerusalém. Para se preparar adequadamente para o arrebatamento, o cristão não deve amar o mundo. Jesus advertiu: “Lembrai-vos da mulher de Ló”. Ela se tornou uma estátua de sal porque amava a cidade corrupta dos seus sonhos que estava sendo destruída, tornando-se produto do meio onde vivia. Os cristãos modernos que agem como a mulher de Ló, apegando-se tanto a esta vida que chegam a orar para que Jesus “demore mais um pouquinho” para que possam realizar planos terrenos, como comprar uma casa própria ou casar. A lição é direta: quem ama o mundo e as coisas que Deus vai destruir acabará ficando e se tornando produto deste mundo, perdendo o foco da salvação.
O anseio deve ser pelo momento em que a mortalidade será absorvida pela vida e a dor deixará de existir. Se o cristão amar o Reino de Deus, ele se tornará um “produto do céu”; por isso Jesus nos deixou a advertência: “Lembrai-vos da mulher de Ló”.
O desejo ardente da verdadeira igreja deve ser “Maranata! Ora, vem, Senhor Jesus!”
Finalmente, a igreja deve entender que a glória do arrebatamento não reside em ruas de ouro, mar de cristal ou portas de pérolas, mas sim na pessoa de Jesus Cristo. O melhor lugar no universo para se estar é simplesmente onde Jesus está. Portanto, para estar pronta, a igreja precisa mortificar a carne diuturnamente, viver embriagada do Espírito e focar seus olhos nAquele que é o real motivo do nosso destino eterno.
Conclusão: A Igreja Preparada para o Arrebatamento
A jornada da igreja rumo ao arrebatamento exige um posicionamento firme e diário. Como vimos, não basta apenas frequentar cultos, possuir dons ou viver de aparências religiosas; é necessário travar e vencer a guerra interior entre a carne e o espírito. Para a igreja que aguarda a volta de Cristo, o amadurecimento espiritual e a santificação contínua são inegociáveis.
Aqui estão as principais lições práticas fundamentadas nas Escrituras para nos prepararmos para o grande dia:
1. Rejeite o Adultério Espiritual e Expulse a Carne
Quando aceitamos a Cristo, somos unidos a Ele pela Sua Palavra, tornando-nos Sua noiva. Ceder aos instintos da carne é trair o Espírito Santo que habita em nós, cometendo assim um “adultério espiritual” (baseado nos princípios de Romanos 7). A lição prática é não negociar com o pecado. Na alegoria dos filhos de Abraão, o filho gerado segundo a carne (Ismael) sempre tentará oprimir o filho da promessa (Isaque), ilustrando que a nossa carne sempre lutará contra o nosso espírito. A atitude que a igreja deve tomar é radical: “Lança fora a escrava e seu filho, porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre” (Gálatas 4:30). Na prática, vence a batalha quem é mais alimentado. Devemos buscar embriagar-nos do Espírito através da oração real, da meditação profunda na Palavra e mortificar a carne matando-a de fome.
2. Deixe a Imaturidade e Assuma a Posição de Herdeiro
A Palavra adverte: “Digo, pois, que todo o tempo em que o herdeiro é menino em nada difere do servo (escravo)” (Gálatas 4:1). A imaturidade espiritual nos mantém cativos às paixões ilusórias do mundo, agindo sem experiência e inteligência espiritual. A lição prática é buscar ativamente o crescimento. Um cristão maduro deixou de ser menino: ele não se ofende por qualquer motivo dentro da igreja e não diz conhecer a Deus apenas por ouvir os outros falarem, mas possui uma experiência de vida com o Autor da Palavra. O amadurecimento diário vivifica o espírito, regenera a alma e não deixa brechas para as obras da carne operarem.
3. Desapegue-se do Mundo e Seus Prazeres
Para estar pronta para o arrebatamento, a igreja não pode amar o sistema passageiro deste mundo. Jesus deixou uma instrução vital: “Lembrai-vos da mulher de Ló”. Ela perdeu a vida e tornou-se uma estátua de sal porque amava a cidade que estava sendo destruída pelo juízo de Deus, tornando-se produto do meio em que vivia. A lição prática é realinhar nossas prioridades terrenas. É um erro grave orar para que Jesus “demore mais um pouquinho” apenas para realizarmos sonhos temporais, como casar ou comprar bens. Quem ama o Reino de Deus torna-se “produto do céu” e anseia ser glorificado.
4. O Verdadeiro Foco do Céu é Jesus
Finalmente, a igreja deve purificar suas motivações sobre a eternidade. O maior atrativo da Nova Jerusalém não são as ruas de ouro, o mar de cristal ou as portas de pérola, mas sim a presença maravilhosa de Jesus Cristo. A grande lição prática é amar a Pessoa de Jesus acima dos benefícios do céu. O melhor lugar do universo é simplesmente onde Jesus está.
A igreja verdadeiramente preparada é a noiva madura que expulsa a carne, vive no Espírito e tem um único e ardente desejo em seu coração: “Maranata! Ora, vem, Senhor Jesus!”
Avalie hoje se você tem dado mais vazão a carne do que ao espírito e peça perdão para Deus ainda hoje. E se você ainda não teve uma experiência real com Jesus ore e peça essa experiência. Entregue sua vida hoje para Jesus. Se puder deixe um comentário sobre o que Jesus falou ao seu coração com esse estudo de hoje.
Um forte abraço e até a próxima.